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“Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim… Gabriela… sempre Gabriela” o trecho da música cantada por Gal Costa explica o real significado da Síndrome de Gabriela, que ao contrário do que muitos pensam, ainda atinge grande parte do mercado, e não só do mercado imobiliário. A síndrome nada mais é que o medo de mudar, o medo do novo, a inflexibilidade. É uma das atitudes mais perigosas no ambiente de trabalho, porque graças a ela, o profissional não progride e, consequentemente, não permite que a empresa evolua. Infelizmente, com essa postura, muitos profissionais em potencial não conseguem crescer e se tornam um problema para a empresa ou organização.

Após pesquisar, conhecer e sentir as dores e problemas do mercado imobiliário é possível enxergar diversos portadores da síndrome de Gabriela. E como reconhecer? É simples, o portador da síndrome sempre fala algo como: “Sempre funcionou assim, por que mudar?” ou “Sei que assim dá certo, mas prefiro fazer do meu jeito” ou então “Eu sinto muito, mas sou assim”. Hoje é preciso entender que nesse mercado a verdade é outra: ou você muda ou mudam você.

O mundo está em constante mudança, o que se pensa hoje, é diferente do que se pensava ontem, portanto adaptar-se é uma necessidade. E mais do que isso, inovar é fundamental. E inovar não significa seguir fórmulas de sucesso, ler um livro e achar que já sabe tudo sobre determinado assunto, inovar é criar a história e fazer dela algo diferente. Copiar os outros é simples, criar uma atitude inovadora, demanda muito mais energia, mas certamente, recompensa muito mais.

Quando trabalhava com RH, escutava muitas pessoas falarem que algumas ideias eram loucas, impossíveis e talvez estranhas. Bom, algumas delas já vi serem implementadas, inovando e inclusive, aprimorando. A experimentação leva aos modelos melhores. Cada vez mais, vejo jovens chegando ao mercado e se destacando.

Um exemplo disso foi a premiação da BrasilBrokers Bahia – onde 90% parecia ter menos de 35 anos. Esses ‘novos corretores’ já são da era digital, e necessitam cada vez mais de tecnologia, inovação e modificações nas estruturas. Para quem acha que os atuais irão aceitar as condições de trabalho como antigamente, preparem-se para se surpreender.

Existe uma pequena onda de mudanças acontecendo, gente querendo sair da rotina, das mesmices, fazer diferente, um pouco ainda sem saber por onde começar, mas certamente em alguns anos, o mercado imobiliário passará por uma revolução. E quando isso acontecer as “Gabrielas” ficarão apenas lembrando os velhos tempos.

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