shutterstock_160000760

Smartphones são uma realidade no Brasil. Segundo dados do IDC, somente entre abril e junho deste ano, foram vendidos 17,9 milhões de smartphones no país. E três a cada quatro aparelhos comercializados no Brasil são smartphones atualmente, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

O impacto desse tipo de aparelho é claro no dia a dia, tanto revelado em boas quanto em não tão boas consequências. Mas, ao que aparece, não há caminho de volta para essa tendência em carregar um minicomputador para onde quer que se vá.

O smartphone (e também o tablet) tornou profissionais mais produtivos, já que eles podem continuar trabalhando mesmo quando estão fora do escritório. Eles podem enviar e-mails, atualizar informações e participar de reuniões virtuais, só para numerar três casos. E você, corretor de imóveis, deve concordar que a novidade agregou muito à sua vida profissional.

Essa facilidade também está garantindo a comunicabilidade entre as pessoas. Nem todo mundo gosta ou tem tempo de falar ao telefone, e isso pode ser, inclusive, incoveniente em alguns locais. Com o smartphone em mãos, é possível trocar mensagens via redes sociais em qualquer lugar, e manter contato com pessoas que provavelmente estariam fora de seu alcance. E com um número bem maior delas ao mesmo tempo.

O smartphone tornou muito mais fácil e rápido encontrar respostas para questões que surgem de última hora e saber as notícias mais recentes do mercado e do mundo. Não seria surpresa constatar que hoje muitas pessoas lêem muito mais do que quando dependiam quase que exclusivamente da televisão para estarem informados. O smartphone é também uma fonte constante de entretenimento, deixando filmes, jogos e música ao alcance dos dedos.

No entanto, existem também as consequências negativas. Algumas pessoas queixam-se de estarem trabalhando demais, pois estão disponíveis 24 horas por dia – algumas empresas “brindam” seus colaboradores com smartphones apenas com esse objetivo.

Outros, mesmo sem nenhuma cobrança do chefe, tornam-se prisioneiros do aparelho e nunca conseguem desligá-lo. E ainda não há 100 por cento de certeza sobre as consequências físicas e psicológicas desse tipo de vício, mas a ansiedade e insônia causada é bastante clara.

Mais uma reclamação constante em relação aos smartphones é a atitude que ele pode provocar em algumas pessoas. Amigos e namorados parecem mais interessados no que acontece na tela dos aparelhos do que na presença do outro, por exemplo. Outro fato é a aparente queda no número de conversa face a face – se é tão fácil manter contato online, porque se dar ao trabalho de sair de casa? Isso sem falar nos danos causados à coluna e aos olhos por olhar, sem piscar muito, sempre para baixo e para uma tela brilhante.

Fica claro que smartphones têm muito a nos oferecer, se usados da maneira correta. Como tudo mais na vida, ele deve ser apreciado com moderação, e sem deixar de lado todas as outras maravilhas do mundo fora da telinha.

Comentários

comentários