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O número de brasileiros em busca da casa própria cresce cada vez mais no país. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, divulgou ter atingido este mês R$ 100,1 bilhões em contratações de crédito imobiliário, 35,4% a mais do que o período de janeiro a setembro de 2012. Já o Itaú Unibanco, atento à demanda do mercado, prepara cessão recorde estimado em R$ 4,4 bilhões em créditos imobiliários.

Mesmo com todas estas cifras positivas, a compra de um imóvel é uma realização que, na maioria das vezes, acontece apenas uma vez na vida de muitas pessoas. E para que este momento tão sonhado por muitos não se transforme em pesadelo, é necessário tomar uma série de cuidados antes de fechar um negócio.

Vários fatores influenciam na hora de escolher o imóvel no momento da compra. Preço, região e tamanho, são algumas das preocupações da maioria da população, mas todas elas podem ser compartilhadas e facilitadas com a ajuda de um membro fundamental, esquecido por muitos no momento de adquirir o sonhado patrimônio, o corretor de imóveis.

Escolher o profissional que vai acompanhar esse momento é importante para que você tenha a melhor assistência e evite transtornos com os trâmites das negociações. Um bom corretor vai além do processo de compra e venda do imóvel, ele defende seu interesse, facilita a negociação e oferece a maior tranquilidade para que este importante momento seja o mais prazeroso possível.

Ao buscar pelo profissional ideal neste processo, tenha em mente alguns requisitos:

Especialista na Região: um corretor que conhece profundamente a região onde o imóvel está localizado estará apto a esclarecer todas as questões relevantes, tanto sobre o preço de mercado da região, a arquitetura do prédio e localização de pontos estratégicos, como mercados, farmácias e hospitais;

Disponibilidade e experiência para entender a sua necessidade: cada pessoa tem uma necessidade diferente e é dever do corretor entendê-las profundamente e ter disponibilidade para ajudar em qualquer dúvida. Um bom corretor irá perguntar muitas coisas como, por exemplo: Porque você precisa vender seu imóvel? Qual o seu tempo para a negociação? Quanto você tem para investir? O que esta te motivando a locar um imóvel?;

Acesso a tecnologias avançadas: um software de gestão oferece organização, agilidade, e estatísticas, que otimizam as tarefas do bom corretor de imóveis e influenciam diretamente na qualidade de seu trabalho. Quanto mais recursos o profissional tiver, melhores serviços serão oferecidos aos seus clientes;

Certificação, experiência e referências: o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) promove cursos que certificam os profissionais com um diploma básico. Educação e experiência são recomendações preciosas. Procure se informar se o profissional possui o número de inscrição do CRECI e busque referências;

Relação de confiança: transparência das informações, tanto sobre os imóveis tanto quanto sobre a metodologia de seu trabalho, é a palavra chave para conduzir o processo sem estresse e ter certeza que as boas decisões serão tomadas. É importante “falar a mesma língua”;

Consultoria completa: um bom profissional dever ter a capacidade de fornecer um atendimento personalizado, envio de feedbacks, produtos financeiros, apoio jurídico, entre outros;

Atendimento pós-venda: a função de um bom consultor é de também obter a certeza que seus negócios acontecem de uma maneira eficaz, desde o primeiro contato até a conclusão da venda. É importante que o corretor esteja disponível para ajudar com detalhes sobre como e onde encontrar determinados serviços após a mudança.

Por Eduardo de Andrade, CEO da I-Value
Eduardo Andrade é CEO e co-fundador da I-Value, empresa desenvolvedora de soluções tecnológicas para o mercado imobiliário. Com experiência de mais de 15 anos no setor, é formado como analista de sistemas pela Universidade de San Francisco, com pós-graduação em processos de gestão pela Unicamp

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