Corretor de imóveis e produtividade

         Alguns profissionais pensam, erroneamente, que há uma relação direta entre quantidade de horas trabalhadas e produtividade, ou seja, quanto mais se trabalha, mais se produz. Infelizmente, esse raciocínio está bem distante do que ocorre na realidade. Afinal, quantas vezes já não ouvimos colegas de trabalho – ou nós mesmos – reclamando que “meu dia não rende”? Essa impressão tem uma razão de ser.

         A ideia de produtividade está associada àquilo que o profissional pode apresentar de resultados dentro de um determinado período de tempo – independentemente de sua duração. A questão fundamental, portanto, é ter a consciência de que, fazendo alguns ajustes na rotina de trabalho, podemos obter um salto produtivo e, consequentemente, tornar nossa produção mais rentável financeiramente também.

        A busca por uma maior produtividade demanda também uma jornada de autoconhecimento. Afinal, durante um dia de trabalho, todos temos faixas de horário em que apresentamos um rendimento maior ou menor. Há pessoas, por exemplo, que não conseguem ser efetivas na parte da manhã. Outras já rendem bastante nesse horário, mas perdem sua intensidade ao longo do dia. Vê-se, portanto, que o planejamento de uma rotina produtiva não pode ser igual para esses dois perfis.

        Uma atitude altamente benéfica para um bom rendimento é executar as tarefas de maior complexidade nos períodos em que a energia e o poder de concentração são maiores. A diferença será enorme. Ganha-se em qualidade e tempo. Quem insiste em fazer o contrário, geralmente sofre um desgaste mental desnecessário e ainda perde uma parte maior do dia – que, logicamente, fará falta na execução de outra tarefa.

        Outro modo produtivo de organizar as atividades do dia é fazê-lo de acordo com sua duração. Isso significa que, diante de uma relação de tarefas a serem executadas, devemos sempre ajustá-las ao tempo disponível. Por exemplo: se sabemos que em 1h teremos uma reunião com um cliente, a melhor opção é concluir uma tarefa que sabemos durar 40 minutos em vez de iniciarmos outra que não poderemos concluir antes da reunião e, portanto, ainda deverá ser finalizada depois.

        A boa notícia é que atualmente, graças às novas tecnologias, há diversos aplicativos dedicados justamente à otimização do tempo. Trata-se de uma mudança radical, pois permite ao usuário dissociar a execução das tarefas do espaço físico. Ou seja: muitas atividades que só podiam ser executadas no escritório, como redigir documentos, agora podem ser concluídas em, praticamente, qualquer lugar.

       Também há ferramentas que fazem uma avaliação da produtividade do profissional, permitindo a este um constante acompanhamento de seu rendimento.

Comentários

comentários